Na semana passada, o fundador de uma empresa de software de fora do Brasil saiu de uma demo de uma hora com uma boutique de M&A em São Paulo e escreveu para a gente: o cliente tinha ficado impressionado com a plataforma. Dois meses antes, a gente ainda nem tinha falado com essa empresa.
A empresa é a Equitest, uma plataforma de valuation com IA. O caminho até essa reunião passou por seis etapas, e todas foram feitas pela nossa equipe.
1. ENCONTRAR A EMPRESA CERTA
A gente acompanha marketplaces de software atrás de produtos prontos que fazem sentido para a América Latina. A Equitest apareceu num deles. Antes de escrever, a equipe leu o site e o produto com calma. A plataforma gera laudos de valuation e cobre casos que muita ferramenta ignora, como avaliação de empresa para partilha em processo judicial.
2. GERAR VALOR PERSONALIZADO PARA O CLIENTE
O primeiro e-mail, em agosto, falou desse detalhe. A gente propôs abrir o Brasil começando por boutiques de M&A e por quem faz perícia contábil, que trabalha com laudo e prazo. A resposta veio no mesmo dia: mande mais informações.
3. FECHAR COM O CLIENTE
Seguiram duas semanas de conversa por e-mail, até o plano ficar claro para os dois lados. No começo de setembro, a Equitest virou cliente. A gente montou a página em português e um jeito de o cliente brasileiro pagar em moeda local.
4. ENCONTRAR OS LEADS
Com o público definido, a equipe mapeou escritórios de M&A, valuation e perícia contábil e as pessoas que decidem dentro deles. Quando o decisor não tem contato público, a gente escreve para o canal oficial do escritório. Uma boutique de São Paulo entrou na lista por esse caminho.
5. INTERMEDIAR A CONVERSA
O e-mail para a boutique saiu em português e falou do trabalho deles: o tempo que um valuation consome quando depende de planilha e revisão manual. A Equitest apareceu em uma frase, como resposta a esse problema. A resposta chegou algumas semanas depois, e a conversa seguiu por e-mail, com a gente esclarecendo cada dúvida até o pedido para ver a plataforma funcionando.
6. AGENDAR A REUNIÃO ALINHADA AOS DOIS LADOS
O escritório pediu uma terça ou quarta de manhã, no horário de Brasília. O fundador da Equitest fala inglês e mora em outro fuso. A gente encontrou o horário que servia aos dois, mandou o link, confirmou a presença e deixou claro quem conduziria a demo. Depois da reunião, a própria Equitest pediu que toda a negociação no Brasil continuasse com a gente, e liberou condições para facilitar o fechamento.
A venda ainda está em andamento, e o que esse caminho já mostra é o modelo funcionando de ponta a ponta. Uma empresa que construiu um bom produto em outro país chegou, sem time local, até uma reunião com o tipo de cliente que ela queria no Brasil, e com alguém do lado de cá cuidando de cada passo.
Para quem vende software, o trabalho difícil em outro país costuma estar antes da demo: entender o mercado, chegar na pessoa certa, na língua dela, com um motivo ligado ao trabalho que ela faz hoje, e sustentar a conversa até as duas partes estarem na mesma chamada.
É isso que a gente faz todos os dias. Deixar o mundo um pouco menor, aproximando quem construiu a solução de quem precisa dela.
Se você tem um produto que funciona lá fora, qual seria o primeiro cliente que você gostaria de encontrar na América Latina?
